30
- janeiro
2020
Coronavirus – o conhecimento é sempre o melhor remédio

O Brasil entrou em estado de Alerta 2 (perigo eminente) para a doença transmitida pelo coronavírus. Há, segundo dados do Ministério da Saúde, nove casos suspeitos da doença em seis estados brasileiros. Quatro casos foram descartados e não confirmação – até o dia 29/01 – sobre a incidência da doença no Brasil.

Ao todo, seis estados brasileiros têm casos em investigação: São Paulo (3), Santa Catarina (2), Minas Gerais (1), Paraná (1), Rio de Janeiro (1) e Ceará (1). Outros quatro casos suspeitos foram descartados: três no Rio Grande do Sul e um no Paraná.

Entre os dias 18 e 29 de janeiro, o Ministério da Saúde investigou 33 notificações e descartou 20 casos – que não apresentaram requisitos para serem enquadrados como suspeitas, já que os resultados dos exames apontaram para outras doenças.

A doença no mundo

Já ocorreram mais de 130 mortes e cerca de seis mil pacientes já foram infectados, desde a China – onde surgiu em dezembro, e outros 13 países. Desde o dia 27 de janeiro, a OMS – Organização Mundial da Saúde – passou a classificar como elevado o risco internacional de contaminação.

É importante estar atentos aos sintomas e se informar mais sobre essa doença, para que todos possam atuar de forma esclarecida sobre as formas de prevenção, transmissão e contágio.

Ainda não está clara a forma de transmissão da doença, mas o contágio da família coronavírus acontece pelo ar, em geral por meio de: 

  • gotículas de saliva; espirro; tosse; catarro;
  • contato pessoal próximo, como toque ou aperto de mão;
  • contato com objetos ou superfícies contaminadas, seguido de contato com a boca, nariz ou olhos.

O paciente precisa ter viajado para uma área (na China, províncias de Hubei e Guangdong) com transmissão ativa do vírus nos últimos 14 dias antes do início dos sintomas, ou ter tido contato próximo, com qualquer pessoa que cuidou do paciente, incluindo profissionais de saúde ou membro da família; que tenha tido contato físico com o paciente ou tenha permanecido no mesmo local que a pessoa doente. 

Sintomas

Os sintomas começam com febre, seguida de tosse seca e, depois de uma semana, levam à falta de ar e dificuldade em respirar. Ainda não há cura nem vacina.

Cuidados

É sugerido redobrar a atenção com a higiene pessoal, orientando a todos na escola no sentido de se adotar medidas gerais de prevenção, indicadas pelo Ministério da Saúde. As crianças são parte importante nisso, sendo fundamental orientá-las e praticar a higienização das mãos, lavando-as com frequência e usando álcool gel, além de evitar contato próximo com pessoas que sofrem de infecções respiratórias agudas. 

Veja as recomendações:
 

  • lavar frequente as mãos, especialmente após contato direto com pessoas doentes ou com o meio ambiente;
  • utilizar lenço descartável para higiene nasal;
  • cobrir nariz e boca quando espirrar ou tossir;
  • evitar tocar mucosas de olhos, nariz e boca;
  • higienizar as mãos após tossir ou espirrar;
  • não compartilhar objetos de uso pessoal, como talheres, pratos, copos ou garrafas;
  • manter os ambientes bem ventilados;
  • evitar contato próximo a pessoas que apresentem sinais ou sintomas da doença;
  • evitar contato próximo com animais selvagens e animais doentes em fazendas ou criações.

Fontes:  Revista Exame/Abril
Página do Ministério da Saúde específica sobre coronavírus:
<http://saude.gov.br/saude-de-a-z/novocoronavirus>
Página da Associação Médica Brasileira (AMB), com documento de orientações da Sociedade Brasileira de Infectologia, podendo baixar download de PDF:
<https://amb.org.br/noticias/informe-sobre-novo-coronavirus/>



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